terça-feira, 21 de julho de 2009

Telefônica conclui primeira fase de plano

Telefônica anunciou ontem ter concluído a primeira fase do plano de estabilização da rede do seu serviço de banda larga Speedy. Com isso, a empresa espera ser liberada pela agência para voltar a vender o serviço - as vendas estão proibidas desde 22 de junho, por causa das frequentes panes apresentadas.

O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, disse ter informado na quinta-feira o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, sobre a conclusão da primeira fase do plano, uma semana antes do prazo estipulado. "O importante é que fizemos a nossa parte e agora a agência precisa ter o conforto e o tempo necessário para fazer o seu trabalho", afirmou.

Em Brasília, o presidente da Anatel disse que, em até 15 dias, deverá ter a resposta sobre a liberação ou não das vendas. Sardenberg disse que é um dever da empresa pedir a cassação da cautelar que proibiu as vendas, mas não quis adiantar se atenderá ao pedido. Alguns parlamentares já haviam sugerido à Anatel que só suspendesse a proibição quando a Telefônica cumprisse a segunda etapa do seu plano emergencial, prevista para ocorrer no final de setembro. "A minha ideia é que a agência possa agir na medida em que as coisas forem avançando. Mas avançando não quer dizer, necessariamente, cassar a cautelar. Esse assunto não é brincadeira. É uma coisa muito séria", disse.

ESTABILIDADE

A primeira parte do plano da Telefônica para o Speedy, que teve como foco garantir a estabilidade da rede, consumiu investimentos de R$ 16,1 milhões, para obras como a duplicação da capacidade de resolução dos servidores DNS - computadores que conectam os internautas aos endereços dos sites. A segunda e a terceira etapas, com prazos de conclusão em 90 e 180 dias, terão mais R$ 52 milhões.

O presidente da Telefônica assegurou que a probabilidade de novas falhas no Speedy hoje é muito menor do que há algumas semanas. "O nosso objetivo final é ter a rede mais segura e potente da América Latina em 180 dias", disse.

Segundo Valente, a fim de evitar novos problemas, a operadora pretende ser mais transparente e informar com antecedência todas as intervenções relevantes que fará na rede.

Valente não quis informar quantos novos usuários a Telefônica teria deixado de conquistar com a proibição da comercialização do Speedy, mas disse que, em meses "excepcionais", a empresa chegou a vender mais de 100 mil pacotes de banda larga.

Fonte: estadao.com.br

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